Saudações alvi-celestes!

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Flávio Frim

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ex-Jogadores: Zé Antonio


Zé Antonio e Rodrigo Linhares nos estúdios da Rádio Paiquerê - 2012
     O ex-lateral esquerdo do LEC, Zé Antonio, esteve em Londrina no último dia  8 de abril e foi entrevistado pelo radialista Rodrigo Linhares da Rádio Paiquerê no Programa Plantão Paiquerê. Ouça a entrevista - clicando aqui!
     Abaixo uma matéria com o ex-jogador, feita pelo Jornal Hoje de Cascavel:

www.jhoje.com.br 
Matéria de 30 de outubro de 2011  Reportagem de Bruno Silva


Dos gramados europeus aos álbuns de figurinhas
                       Nascido em Curitiba, foi na capital que José Antonio Brotto, o Zé Antonio, começou sua carreira no futebol. Em 1972, começou nas categorias de base do extinto Clube Atlético Ferroviário, que se fundiu com Britânia e Palestra Itália para dar origem ao Colorado (que posteriormente fundiu-se com o Pinheiros para criar o Paraná Clube).
            Com a fusão, Zé Antonio passou a jogar no Colorado. Em 1973, teve seu contrato Profissional assinado com o clube curitibano. No ano seguinte, foi vice-campeão do Campeonato Paranaense. No ano de 1975, teve uma breve passagem pelo Iguaçu, de União da Vitória, e depois retornou ao Colorado. No mesmo ano, disputou o Campeonato Brasileiro pelo Coritiba, retornando ao Colorado em 1977. Nesse ano, chegou à equipe do Londrina Esporte Clube, no qual ele se consagraria. Jogando pelo Tubarão, Zé Antonio esteve presente na equipe que ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Além da campanha memorável na competição nacional, foi campeão da Taça de Prata, a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense, em 1980, e da Primeira Divisão do Estadual, em 1981. “Fiquei no Londrina até 1982. No final daquele ano, fui para o América do Rio. Depois me convidaram para jogar no Olaria, que era um time da Segunda Divisão, a qual conquistamos em 1983”, relembra.
             Em 1983 e 1984, Zé Antonio disputou o Brasileirão pelo América. Foi transferido para o Comercial, de Ribeirão Preto (SP), mas retornou ao clube carioca no ano seguinte. Em 1986, disputou mais uma vez o Campeonato Brasileiro, mas desta vez pelo  Nacional Futebol Clube, de Manaus (AM). No ano de 1987, retornou ao Colorado e 13 anos após iniciar- se no futebol, Zé Antonio encerrava sua carreira. “Foi aí que encerrei a minha carreira. Eu já estava bem ‘esgotado’. Ficava às vezes, cinco meses sem receber, e precisava pagar as contas, foi quando resolvi parar. Depois fui convidado para vir pra Cascavel. Gostei da cidade e é onde estou até hoje.”
Zé Antônio nos dias de hoje, com sua coleção de camisas de futebol - 
           Devido à boa atuação no Campeonato Carioca, pelo Olaria, Zé Antonio foi convidado a participar da Seleção do Rio, que iria fazer uma excursão na Europa, onde ficou por 52 dias. “Fizemos uma campanha muito boa. Jogamos a primeira partida em Paris. A gente achava que íamos perder, mas acabamos empatando. Depois fomos participar de um torneio na Bulgária, com times da Itália, da Alemanha, da Inglaterra, e com esse torneio vieram outros jogos”, conta. “Na Europa, enfrentei grandes jogadores como Jean Tigana e Alain Giresse, da França, Mario Trejó, do México. São jogadores fora de série”, complementa. Mas as histórias de Zé Antonio no Velho Continente, ficaram só na memória. “Quando cheguei da Europa, acabei deixando minha mala dentro de um táxi. Perdi muitas fotos, diários, jogos, nome dos atletas, tudo. Foi uma pena”, lamenta.

O FIM DA CARREIRA
Zé Antonio com o time do Londrina campeão Paranaense de 1981
A conquista da Taça de Prata em 1980 - Acervo Marcelo Dieguez
          Em toda sua carreira, Zé Antonio teve algumas decepções. “Parei de jogar com 31 anos. Teria condições de jogar mais uns quatro ou cinco anos. Sempre me cuidei, alimentava-me bem, por isso poderia ter jogado mais. Mas tem coisas que o torcedor não sabe que se passa dentro do clube. Já fiquei muito tempo sem receber salário e precisava sustentar a casa. Quem ia dar de comer à minha família? O torcedor não ia dar. O diretor não quer saber disso, ele quer que você entre no campo, jogue e ganhe, mas você tem os problemas fora”, conta. Esse foi o principal motivo que fez Zé Antonio deixar o futebol de lado. “Em 1988, eu estava no Colorado e me neguei a treinar. Estava há cinco meses sem receber e disse que não ia treinar mais. Conversei com um diretor do clube. Disse a ele que não aguentava mais e que voltaria a treinar se me pagassem. Foi onde eu abandonei minha carreira”, complementa.
                 Assim como para qualquer jogador, o fim da carreira foi difícil. “Foi complicado. Quando você ganha dinheiro, você gasta bem. A partir do momento que você não tem mais isso, acaba pensando no que vai fazer no futuro. Acaba pirando”, diz. Depois do fim da carreira profissional, o futebol continuou no cotidiano de Zé Antonio. “Logo que cheguei a Cascavel, fui convidado a disputar o um campeonato amador. Disputei alguns campeonatos e acabei deixando de lado,  porque era muito violento e nunca gostei de violência. Ainda jogo futebol suíço. As ‘peladas’ do fim de semana matavam a vontade de jogar bola”, explica.
 
FUTEBOL CARDS
         Zé Antonio tinha uma coleção com figurinhas de jogadores do Campeonato Brasileiro, inclusive a dele próprio, mas acabou perdendo. Então, um torcedor deu a ele o cartão com a foto. O cartão contava uma breve história de cada jogador do campeonato. O verso contém curiosidades sobre ele: “Sua carreira teve início em 73 jogando pelo Colorado do Paraná. Sempre atuando pelo futebol paranaense, chegou ao Londrina onde fez parte da equipe que realizou excelente campanha no Campeonato Brasileiro de 77. Sua maior vitória aconteceu neste momento do campeonato quando o Londrina venceu o Vasco por 2 a 0”.


Gols pelo Londrina: 14

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